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Descubra qual a melhor pílula anticoncepcional para você

A pílula anticoncepcional tem uma eficácia de 97% quando o assunto é evitar uma gravidez indesejada. Todavia, há muito tempo o mundo dos comprimidos
diários envolve benefícios além da prevenção. Podemos dizer que controlar certas questões do corpo feminino é a segunda função pela qual a pílula é mais
procurada, seja para regular a sangramento, as acnes, a queda de cabelo, o excesso de pelos, TPM, endometriose, mioma, síndrome de ovários policísticos…a lista é longa.
Para encontrar o anticoncepcional mais indicado para o seu caso, é preciso ter em mente: cada mulher tem um organismo único, que requer medicações
específicas. Melhor dizendo, o que é ótimo para sua amiga pode não cair tão bem assim para você — algumas pessoas nem podem fazer uso da pílula, pois correm risco de morte.
“Ao usar qualquer pílula, pode ocorrer ganho excessivo de peso, piora a acne, diminuição ou perda da libido, piora do perfil lipídico, alteração no padrão de
sangramento, risco aumentado de trombose e câncer de mama, dentre outros riscos”, avisa Denise Azevedo, ginecologista do Ambulatório Saúde da Mulher
Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim). Por isso mesmo, saber o que está dentro daquilo que você ingere diariamente é urgente e a opinião de um ginecologista para seu caso, indispensável.
Algumas mulheres não devem fazer uso desses contraceptivos, existe até uma tendência entre as mulheres de abandonar as pílulas. Segundo Denise, não
podem usar quem toma medicações como anticonvulsivantes, tem antecedente pessoal ou familiar de trombose, histórico precoce de câncer de mama na
família, enxaqueca com aura, hipertensão sem controle, algumas doenças hepáticas, tabagismo, diabetes, dentre outras doenças.
“A mais contraindicada é a pílula que oferece riscos para paciente, tanto risco de morte quanto riscos de piorar doenças pré-existentes ou propiciar o
aparecimento de doenças como trombose e câncer de mama para aquelas que têm antecedentes. Por isso, a necessidade de consultar um ginecologista para
juntos optarem pelo melhor método contraceptivo”, explica.
O básico do básico-
A pílula anticoncepcional é um comprimido que contém hormônios (substâncias) parecidos com aqueles produzidos no corpo da mulher. São essas
substâncias que impedem a ovulação, ou seja, o amadurecimento e saída do óvulo do ovário. Essencialmente, existem dois tipos de pílulas contraceptivas, a simples e a combinada. O que diferencia uma da outra são os hormônios em sua composição.
A pílula simples contém apenas a progesterona. A ação dela se dá no endométrio (camada interna do útero) e no muco cervical, impedindo que o espermatozoide adentre no útero e que encontro um endométrio receptivo. “Tem muito bom efeito contraceptivo, mas geralmente não consegue regularizar o ciclo menstrual”, explica Eduardo de Souza, coordenador da ginecologia e obstetrícia do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco. Uma vantagem da dela é que, a longo prazo, apresenta menos efeitos colaterais. “Está indicada para quando houver contraindicações para o uso do estrogênio, como durante o
aleitamento materno e diante de maiores riscos de complicações, principalmente cardiovasculares (como nas tabagistas)”, afirma Eduardo.
Diferença simples x combinada
A combinada, além da progesterona, conta também com o estrogênio e é mais eficaz na regularização do ciclo menstrual, na diminuição da menstruação e na
redução das cólicas menstruais. Isso porque esse tipo de pílula inibe a ovulação. “A pílula combinada apresenta melhor resultado, além do efeito
anticoncepcional, em relação a pele da mulher”, explica o ginecologista. O tipo de estrogênio pode variar. Existe o valerato de estradiol, que é natural e
mais indicada, e o etinilestradiol, que é sintético e está presente na maioria das pílulas. Em relação ao último, há também a variação da dosagem. É considerada
ultrabaixa a pílula com 15mcg. De 20 a 30 mcg, já é apontado como baixo, e acima de 35 mcg é uma quantidade média. A progesterona também pode mudar
conforme o laboratório. Entre os principais tipos estão: ciproterona, gestodeno, desogestrel, levonorgestrel e drospirenona.
Além do contraceptivo
Agora que você já conhece os tipos de pílula, falta saber qual a mais indicada para os outros problemas do seu organismo. Para isso, preparamos a lista
abaixo:
Acne e oleosidade: Segundo Eduardo, a pílula combinada apresenta melhor efeito em relação a pele da mulher. Entre as mais indicadas estão a ciproterona e
drospirenona. Todavia, vale lembrar que a dosagem de estradiol é 35 mcg, ou seja, alta. Isso resulta em mais efeitos colaterais.
Pelos em excesso: Se for causado pela chamada síndrome dos ovários policísticos, a pílula combinada é a mais indicada, principalmente as que contêm o acetato de ciproterona (um hormônio de efeito antiandrogênico).
Inchaço: as pílulas mais modernas, como por exemplo as com drospirenona, possuem um tipo de progesterona que pode estimular levemente a diurese,
proporcionando leve perda de líquido corporal. Queda de cabelo: de forma geral, pílulas combinadas podem melhorar o
cabelo das mulheres, mas os casos de muita queda merecem ser analisados pelo dermatologista tricologista.
Libido: A ação farmacológica de qualquer pílula pode proporcionar diminuição do desejo sexual. Todavia, se tiver de tomar pílula, a progesterona é a mais
indicada devido a necessidade de hormônios masculinos. Mas com eles, podem aumentar a quantidade de pelos.(Universa)

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