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‘Temos medo deles voltarem’, diz agente do PB1.

“Como a gente iria combater eles [grupo de bandidos que atacaram o presídio PB1] com as armas defasadas que temos? O medo é de eles virem novamente para resgatar o Livaci Muniz da Silva ‘Galeguinho’ [chefe da quadrilha que continua preso no PB1, preso no dia 06 de agosto após explosão a um carro forte (RELEMBRE)]. Se vierem novamente, só iremos poder levantar as mãos”. Essa foi uma afirmação dada nessa segunda-feira (10/09), ao Portal Correio, por um agente penitenciário envolvido na recaptura dos 92 apenados que fugiram durante ataque ao PB1, ocorrido na madrugada.
Conforme o agente, que não quis se identificar, o ataque ao presídio evidenciou a falta de armamentos adequados, quantidade de efetivo de agentes de plantão e coletes balísticos que ocorre nas unidades prisionais, principalmente no PB1.
“A gente não tem boas condições de trabalho. Ontem, a quantidade de agentes para fazer a segurança no presídio era pouca e fomos todos pegos de surpresa. Se pelo menos tivéssemos armamento adequado teríamos tido chance de revidar, mas não. Como vamos confrontar duas metralhadoras .50 com as armas que temos? Não tivemos chance e o medo é de que eles voltem a atacar novamente”, contou o agente.
Comércio com medo e ruas vazias
Durante a tarde de segunda, o Portal Correio visitou comunidades que ficam nos arredores do presídio. Lá, as cenas mais comuns de se ver eram de casas trancadas, ruas vazias e prédios comerciais fechados. Quando algum comércio foi encontrado aberto, proprietários ou funcionários quiseram gravar, mas comentaram a situação informalmente.
Um dos comerciantes, que tem residência nas proximidades da Academia de Polícia Civil da Paraíba (Acadepol), relatou que estava dormindo e acordou com os tiros dos bandidos.
“Eu estava dormindo quando acordei com as explosões lá no PB1. Depois, ouvi muitos tiros e parou. Alguns minutos depois, ouvi os bandidos gritando para se organizarem e aí começou os tiros na frente da Acadepol. Foi um pânico. Minha família teve que ficar abaixada dentro de casa até tudo ficar calmo lá fora”, contou o comerciante.
Outro comerciante com residência nas proximidades da Acadepol contou que teve o portão de casa perfurado por um disparo. “Acordei a 0h com o susto das explosões e dos tiros. Estou até agora com medo e sem dormir. Até pensei em não ir trabalhar, mas preciso sustentar minha família”, afirmou outro comerciante.
Em uma padaria do bairro Cidade Verde, vizinho ao PB1, proprietário e funcionários do local também não quiseram gravar entrevista. Porém, o clima era de medo. “A gente não tem o que fazer. Houve esse ataque, ouvimos muitas explosões e muitos tiros e é só isso que podemos dizer. São muitos presos que estão soltos por ai. Somos moradores do bairro e temos medo de falar”, relatou uma funcionária do local.

Fonte: Portal Correio

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