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PGR denuncia Wilson Filho e outros 25 por fraudes no Ministério do Trabalho

O deputado federal Wilson Filho (PTB-PB) e outras 25 pessoas foram denunciadas nesta segunda-feira (27), pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por integrar uma suposta organização criminosa que atuava fraudando o Ministério do Trabalho. A denúncia contra o parlamentar paraibano se deu através da Operação Registro Espúrio. A ação foi enviada para o Supremo Tribunal Federal (STF) tendo como relator o ministro Edson Fachin.

As irregularidades denotam que o grupo autorizou a concessão de registros sindicais. Além de Wilson, integram a lista, o ex-ministro do Trabalho Helton Yomura; o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson; a filha de Roberto Jeferson, Cristiane Brasil (PTB-RJ), Jovair Arantes (PTB-GO), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Paulinho da Força (SD-SP) e outros.

Além dos representantes políticos, foram denunciados Leonardo Arantes (ex-secretário-executivo do Ministério Trabalho) e Rogério Arantesm (ex-diretor de Ordenamento de Estrutura Fundiária do Instituto de Colonização e Reforma Agrária - Incra). A dupla está presa preventivamente, desde maio deste ano.

A denúncia

As provas que embasam a denúncia foram obtidas por meio de medidas cautelares, como quebras de sigilo e buscas e apreensões realizadas em três fases da Registro Espúrio. Também foram consideradas informações prestadas pelo ex-coordenador de Registro Sindical, Renato Araújo Júnior, que celebrou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. Além de prestar declarações, o ex-servidor forneceu documentos e esclareceu o significado de outros que haviam sido aprendidos pelos investigadores.

Ao longo de 91 páginas, a denúncia detalha a participação dos 26 acusados, a partir da divisão de tarefas e dos núcleos estabelecidos. Foram incluídas trocas de mensagens entre parte dos denunciados, as quais, comprovam tanto o desrespeito à ordem cronológica quanto as cobranças de vantagens indevidas para a concessão dos registros.

Processo

De acordo com a PGR, as investigações duraram aproximadamente um ano. No texto, Raquel escreveu que os atos do grupo dificultaram o registro daqueles se recusavam pagar pela ação.

“Os elementos probatórios reunidos no inquérito indicaram que representantes das entidades sindicais ingressam no esquema criminoso em razão da burocracia existente na Secretaria de Relações do Trabalho, que dificulta – e muitas vezes impede – a obtenção de registro àqueles que se recusam a ofertar a contrapartida ilícita que lhes era exigida”.



O inquérito da operação foi concluído na semana passada, sendo a defesa de Cristiane Brasil a emitir comunicado. O texto informou que a deputada "provará sua inocência mais uma vez, como já o fez em outras ocasiões, com a consciência tranquila de que nada fez de errado".

Resposta de Wilson Filho

Em contato com o Portal T5, a assessoria de Wilson informou que deve se pronunciar sobre o caso ainda nesta segunda-feira.

Portal T5

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