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Alegre e bem humorada, policial morta em SP era chamada de ‘Sorriso’

“Sorriso, ô, sorriso!”, chamavam alguns dos amigos de Juliane dos Santos Duarte, 27. A policial militar ganhou o apelido pela simpatia e bom humor rotineiros.
“Com ela não tinha tempo ruim”, afirmam, repetidas vezes, os amigos e ex-namoradas, que compareceram ao enterro da PM nesta terça-feira (7), no cemitério municipal da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.
A PM estava desaparecida desde quinta-feira (2). Ela foi vista pela última vez na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. O corpo foi encontrado na noite desta segunda-feira (6).
“Eu dizia que antes dela, chegavam os dentes dela, porque ela tinha aquele sorrisão. Se você estava triste, ela te levantava”, descreve a estudante Patrícia Silva, 30, amiga de Juliane e da família há dez anos.
A soldado Uilca Silva, 28, amiga da policial, disse que ela “adorava uma bagunça”. “A Ju era alegre pra caramba.”
O enterro foi realizado por volta das 16h. Centenas de policiais estiveram presentes e cantaram o hino da corporação. Agradeceram a atuação da policial e encerraram com uma oração e uma salva de palmas.
O corpo da policial estava no interior de um veículo Honda Civic, abandonado em uma rua de Jurubatuba, também na zona sul, a 8,5 km do local onde Juliane desapareceu, em Paraisópolis.
Quando desapareceu, a soldado foi levada por um bando de homens encapuzados e armados, após ter o celular roubado e se identificar como policial em um bar. Era a primeira madrugada dela nas férias deste ano. Após o desaparecimento, policiais civis e militares passaram a vasculhar a região da comunidade, com carros e helicópteros.
Juliane era PM havia dois anos. Lotada em uma companhia que faz patrulhamento no Jabaquara, na zona sul, ela a filha mais nova de três irmãos e morava apenas com a mãe, Cleusa dos Santos, 57, que sofre de câncer na medula óssea.
O secretário estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, esteve no velório da PM. Ele disse que a investigação tem avançado e há um suspeito preso. “A investigação tem uma boa linha já em andamento”, ao citar as participações das polícias Civil e Militar. Segundo ele, o suspeito está preso temporariamente, mas há outras linhas de investigação. Na tarde de domingo (5), um homem tentou fugir após sair de um barraco e se deparar com policiais. Foi pego pelo COE (Comando de Operações Especiais), da Polícia Militar.
O secretário da Segurança Pública disse ainda que uma nova resolução será publicada com recompensa de até R$ 50 mil por informações sobre a autoria do crime –na segunda-feira (6), o Governo de São Paulo já havia prometido a quantia por pistas que ajudassem a localizar a policial militar
“Nós estamos muito empenhados e não vamos sair daquela comunidade até o momento que tivermos pacificado a situação por lá”, afirmou, numa referência à presença de policiais na favela de mais de 60 mil habitantes (eram 62 mil em contagem feita em 2012).
O secretário disse que a policial, mesmo de férias, atuou como policial e foi assassinada por esse motivo. “Nós ainda não temos o exato retrato do que aconteceu naquele momento, mas tudo indica que ela interveio em uma situação visando sanar uma quebra de ordem. Ela era uma policial treinada, com uma ficha impecável, não tem por que achar que ela teria um comportamento inadequado para um policial.”




Com informações da Folhapress.

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