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Rede de escândalos: mais um prefeito enfrenta “enxurrada” de denúncias de corrupção

Depois de Berg Lima, Leto Viana e Tatiana Correia, mais um prefeito da Grande João Pessoa enfrenta uma via crucis que poderá colocá-lo em situação delicada com a Justiça no futuro.
Trata-se de Emerson Panta (PSDB), prefeito de Santa Rita (município da Zona da Mata com mais de 120 mil habitantes).
Essa semana, o Ministério Público de Contas detectou um sobrepreço de mais de R$ 292 mil numa licitação da sua gestão. O prejuízo aos cofres públicos ainda teve tempo de ser evitado graças à fiscalização implacável do procurador Luciano Andrade Farias.
O Ministério Público da Paraíba já havia denunciado Emerson Panta em ação civil pública, por ato de improbidade administrativa em virtude da falta de pagamento do terço constitucional de férias aos servidores públicos municipais.
As denúncias de favorecimento de apadrinhados e falta de transparência na gestão de Panta tem deixado a população de Santa Rita indignada.
Recentemente, o vereador Sebastião do Sindicato (PT) trouxe a público outras graves denúncias contra a gestor. O prefeito, segundo o parlamentar, teria gasto com a iluminação pública da cidade, em apenas dois meses, fevereiro e março, o valor equivalente a todo o ano de 2017.
Ainda conforme o vereador Severino do Sindicato (PT), a Prefeitura de Santa Rita tem pago a limpeza urbana mais cara da Paraíba. No entanto, o serviço entregue à população é de péssima qualidade.
A situação caótica da Prefeitura de Santa Rita não é nova. O ciclo de maus gestores na cidade é histórico.
O caos administrativo se agravou a partir de 2012, com a vitória de Reginaldo Pereira para prefeito, após 40 anos de tentativas frustradas de combate à corrupção que ele alegava existir nas gestões de Marcus Odilon e Severino Maroja.
Os vereadores da época, segundo Reginaldo, resolveram chantageá-lo em troca de cargos e benesses na Prefeitura. Se juntaram com o vice-prefeito Severino Alves Barbosa Filho, conhecido como Netinho, e deram um golpe. Aproveitaram uma viagem feita ao exterior por Reginaldo e o acusaram de ter se ausentado do município por mais de 15 dias sem a autorização legislativa. Abriram um processo de impeachment do prefeito e o afastaram do cargo.
O vice, Netinho, assumiu. Reginaldo tentou a todo custo voltar ao cargo por meio de ações judiciais. Não obteve êxito. Netinho lhe tomou metade do mandato e promoveu o caos no município, que permaneceu até hoje, decorridos mais de 18 meses da gestão Emerson Panta (PSDB).
O quadro de Santa Rita se assemelha, de maneira dramática, ao de muitas cidades desassistidas pelas prefeituras paraibanas.
São enxurradas de denúncias de desvio de dinheiro público, recebimento de propina, servidores fantasmas, licitações fraudulentas, ameaças de morte, afastamentos por determinações judiciais, cassações de mandato, prisões, cidades ao deus-dará e população entregue à própria sorte.



PB Agora

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