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Justiça mantém prisões dos suspeitos de assassinato de empresário após audiência de custódia

A justiça manteve a prisão dos acusados de articular a morte do empresário Arnóbio Ferreira Nunes, de 77 anos. Os suspeitos passaram por uma audiência de custódia no Fórum Criminal de João Pessoa. A audiência foi presidida pelo juiz Antônio Maroja, na tarde desta quinta-feira. O crime aconteceu em Novembro de 2017 e o genro da vítima, Cícero Antônio, seria o mandante do crime.
A Polícia Civil afirma que não restam dúvidas que o genro arquitetou a morte do próprio sogro. Um dos indícios principais, apontado pelo delegado Aldrovilli Grisi, é uma série de ligações entre ele e Carlos Rogério da Silva Pereira, personagem que teria sido responsável pelo contato com o executor do crime, Josinaldo Pinheiro da Silva, detido em abril.
As investigações indicam que a morte foi tramada por que o suspeito queria controlar as negociações quanto a um inventário da partilha dos bens da família, cujo patrimônio está avaliado em R$ 70 milhões.
“A investigação aponta para Cícero Antônio como o mandante. Ele casou com a filha do empresário e ingressou na profissão, através do senhor Arnóbio, que o abraçou como se fosse um filho. Durante as investigações, ele acompanhou tudo e foi, inclusive, dando dicas para a polícia, tirando o foco da investigação de cima dele”, revelou o delegado.
Conforme a polícia, a esposa do suspeito recebeu a informação com surpresa. “Não tinha conhecimento e sequer acreditava nessa hipótese”, adiantou o delegado.
Aldroville disse que a relação do rapaz com a família era de extrema confiança. “Era a pessoa que estava à frente da família e tinha uma dívida muito extensa com a vítima. Era uma pessoa muito influente na família”, completou.
A filha da vítima ainda será ouvida, mas o delegado não crê em seu envolvimento no crime. A defesa do suspeito informou que o cliente alega inocência. “Prefiro me resguardar. Isso aqui está errado”, resumiu Cicero Antônio em declaração rápida à imprensa.
Josivaldo, o executor do crime foi o primeiro a ser detido em abril desse ano.
A Polícia Civil divulgou os nomes dos presos na manhã desta quinta-feira (7). São eles:
1 – Cícero Antônio da Cruz Almeida
Genro e mentor
2 – José Aílton da Silva Constantino
Asssociado no crime. Deu suporte logístico e considerado o braço direito de Carlos Rogério.
3 – Carlos Rogério da Silva Pereira
Acusado de quatro homicídios. Manteve contato direto com o mandante. Segundo a polícia, foi ele quem intermediou o contato com o executor (Josivaldo).
4 – Raquel Ferreira Fernando
Esposa de Carlos Rogério. Ela fazia contatos pessoais com Débora Regina, esposa de Josivaldo (executor).
5 – José Ricardo da Silva Inocêncio
Esposo de Cristiane e respondia pela logística.
6 – Cristiane Pinheiro da Silva
Esposa de José Ricardo. A polícia apurou que ela recebeu valores para repassar para Josivaldo, garantindo o silêncio dele.
7 – Débora Regina
Esposa de Josivaldo. Segundo os investigadores, ela exigiu dinheiro de Carlos Rogério para fazer mudar seu depoimento testemunhal.
O crime – O empresário Arnóbio Ferreira Nunes foi morto na manhã do dia 24 de novembro de 2017 no bairro de Manaíra, na capital. Ele havia acabado de chegar em um estabelecimento em um carro com motorista. Assim que desceu do veículo, o idoso foi abordado por um homem de moto e executado a tiros.



Portal T5

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