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Presidente da Câmara confirma possibilidade de abertura de CPI da Educação em Areia

Em um raro caso de consenso, vereadores vão fechar questão em torno da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caos na educação de Areia, no Brejo paraibano, foi o que confirmou o presidente da Câmara Municipal, o vereador Edvaldo Batista (PSD). O requerimento pedindo a abertura da CPI será protocolado nesta terça-feira (20).
Edvaldo Vigilante, como é conhecido, revelou que vereadores se reuniram na noite desta segunda-feira (19) e decidiram abrir a CPI para investigar a Educação de Areia. O presidente confirmou que já tem seis votos favoráveis a abertura da Comissão.
“Para abrir a CPI é necessário apenas quatro, mas já constamos com 6. A abertura da comissão surgiu depois da reunião dos vereadores na noite desta segunda. O requerimento será protocolado já nesta terça. Não podemos compactuar com os desmandos da gestão com a educação”, disse o presidente.
O vereador Edvaldo desmentiu a informação do prefeito João Francisco (PSDB) sobre um requerimento que foi aprovado pela Câmara pedindo o fechamento das escolas de ensino multisseriado.
“O que houve foi um requerimento da vereadora Nelma, aliada do prefeito, que foi aprovado pedindo o fim do ensino multisseriado, mas não solicitava o fechamento das escolas. O prefeito está querendo usar a Câmara de Vereadores dizendo que tem um requerimento para justificar o fim das unidades”, revelou o parlamentar.
O presidente denunciou ainda que o prefeito está entregando escolas fechadas a empresários da cidade. “Não tem mais escolas na zona rural de Areia. O prefeito está dando a empresários poderosos os prédios sem passar pela Câmara, sem projeto de Lei. A Prefeitura derrubou uma escola, outra ele deu para fazer de depósito a uma usina de cachaça, além de outras irregularidades”, comentou.
Escolas fechadas
Onze escolas foram fechadas em Areia durante um ano do mandato do prefeito João Francisco. Um dos casos que ganhou repercussão na imprensa paraibana e nacional foi fim das atividades da Escola Maria Maracajá, que tinha mais de 30 anos de fundação.
Cinquenta crianças ficaram fora da sala de aula e para não perder o ano letivo, professores voluntários com a ajuda dos pais dos alunos improvisaram uma escola embaixo de lona preta. O descaso com a educação Areia foi tema de uma grande reportagem da conceituada Revista Carta Capital.
Protesto foram feitos pedindo a abertura das unidades, mas o prefeito revelou que as unidades ficarão fechadas e só poderão ser reabertas caso haja uma determinação judicial. O Ministério Público em Areia já pediu a reabertura das unidades. O pedido aguarda uma decisão da justiça.


Portal do Litoral

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