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João Pessoa e Campina Grande estão entre as 50 cidades mais violentas do mundo, diz estudo

Dados divulgados pela organização de sociedade civil mexicana Segurança, Justiça e Paz mostram que a região Nordeste do Brasil tem 11 cidades (com mais de 300 mil habitantes) entre as 50 mais violentas do mundo. Aliás, o Brasil é o país com o maior número de municípios entre as 50 áreas urbanas mais violentas do planeta.
Conforme o levantamento – que tem como base as taxas de homicídios por 100 mil habitantes em 2017 – a maioria é capital. O pior resultado, segundo a pesquisa, é a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Ela aparece na quarta posição no mundo seguida por Fortaleza-CE (7a), Vitória da Conquista-BA (11a), Maceió-AL (14a), Aracaju-SE (18), Feira de Santana-BA (19a), Recife-PE (22a), Salvador-BA (25a), João Pessoa-PB (30a), Campina Grande-PB (47a) e Teresina-PI (48a).
O ranking é encabeçado pela mexicana Los Cabos (com 111,33 homicídios por 100 mil habitantes em 2017) e pela capital venezuelana, Caracas (111,19).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera uma taxa acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes como característica de violência epidêmica.
A Capital paraibana, que aparece na 30a posição, tem 49,17 homicídios por 100 mil habitantes. Campina Grande-PB é a 47a sétima no ranking e tem 37,29 crimes violentos letais.
De acordo com o relatório, o crescimento da violência em cidades menores – e, sobretudo, no Nordeste do país – alarma especialistas há mais de uma década. Como o Brasil não investiga seus homicídios (mais de 90% deles ficam impunes), é difícil identificar com total certeza as relações de causa e consequência no que diz respeito à violência urbana.
Diminuição – Três cidades brasileiras que figuravam no ranking de 2016 deixaram de aparecer em 2017. São elas: Curitiba (PR), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).
“Essa mudança extraordinária não ocorreu por acaso, mas sim por resultado de um esforço do governo em erradicar células criminosas, agir contra delitos (…) cometidos pelas gangues e colocar ordem nas prisões”, diz o relatório.
O relatório – A organização Segurança, Justiça e Paz diz que elabora o ranking com “o objetivo político cidadão de chamar atenção à violência nas cidades, sobretudo na América Latina, para que governantes se vejam pressionados a cumprir com seu dever de proteger os governados e garantir seu direito à segurança pública”.
As equipes usam como critério a taxa de homicídios por 100 mil habitantes oficial em cidades de 300 mil habitantes ou mais, além de fontes jornalísticas e informes de ONGs e organismos internacionais.
São excluídas do levantamento cidades de países em conflito bélico aberto, como Síria, Iraque, Afeganistão e Sudão, sob a justificativa de “a maioria das mortes violentas (nessas cidades) não corresponderia à definição universalmente aceita de homicídio, mas sim mortes provocadas por operações de guerra, segundo a classificação da OMS”.

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