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Fio Preto: Deputado diz que Energisa "usa a mentira como propaganda”

A Assembleia Legislativa da Paraíba reabriu nesta quarta-feira (6) a discussão sobre um caso antigo que já havia sido arquivado e envolve uma suposta fraude da Energisa, empresa que cuida da distribuição de energia no estado da Paraíba.
Entenda o caso
O suposto “golpe do fio preto” foi revelado por um funcionário da própria Energisa, ao descobrir práticas desonestas da empresa, que estaria fraudando medidores de luz das residências para cobrar multas dos consumidores, alegando que eles mesmos teriam desviado energia, praticando o famoso “gato”.
O caso acabou sendo arquivado em setembro de 2016, mas de modo que a Energisa não foi totalmente inocentada pelo Ministério Público. O que aconteceu foi a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onda a empresa reconheceu sua culpa e pagou uma multa de R$ 800 mil, valor este que foi parcelado e distribuído entre a Fundação Escola Superior do Ministério Público, O Instituto São José (que cuida do Hospital Padre Zé) e o Fundo Especial de Defesa do Consumidor do MPPB.
Nesta quarta-feira (6)
Vários deputados estaduais se uniram na ALPB para cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e retornar a investigação do “golpe do fio preto”. Quem comandou o ato foi Anísio Maia (PT), que colheu 22 assinaturas dos deputados da casa para a reabertura do caso.
Anísio havia solicitado em diversas ocasiões explicações à concessionária, e nesta quarta não poupou críticas a ela. “A Energisa é uma firma inescrupulosa que usa a mentira como propaganda”, disse.
A Energisa pagou uma multa de R$ 800 mil no arquivamento do caso.
A Energisa pagou uma multa de R$ 800 mil no arquivamento do caso. Imagem: Reprodução/Internet
Outros deputados que tomaram a frente da situação foram Janduhy Carneiro (PTN), Renato Gadêlha (PSC) e Cabo Sérgio Rafael (PC do B). Mas foi Anísio Maia quem deu as principais declarações na Assembleia. “A Energisa mentiu em relação às fraudes do ‘golpe do fio preto’, caluniando os paraibanos, manchando o nome da nossa população ao afirmar de forma mentirosa que existem 8 mil paraibanos desviando energia”, afirmou.
“Pra fazer isso tem que ter a lista na mão, pra fazer uma acusação dessas tem que ter os processos prontos”, completou o deputado petista. Ele ainda comemorou o fato do Procurador de Justiça Francisco Sagres decidir avaliar novamente o processo, divergindo do arquivamento da denúncia pelo Ministério Público. Francisco havia pedido vistas do processo no início do mês para melhor analisar os fatos denunciados.
Já Renato Gadêlha deu uma declaração dizendo que a suposta fraude da Energisa é muito grave. “O que a Energisa faz com o consumidor torna o seu cliente uma presa para a Justiça, alegando que você fraudou, quando quem está fraudando é a própria empresa, e induzindo ao consumidor a pecha de criminoso”, comentou.
O que a Energisa diz
Em declaração ao Portal T5, a Assessoria de Comunicação da Energisa afirmou que a empresa está à disposição para explicar o caso, se os deputados entendem que são necessárias mais explicações, e que nunca se omitiu a respeito do "golpe do fio preto".

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