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Antes de matar travesti, suspeito manteve relação sexual com a vítima.

O delegado de Homicídios de João Pessoa, Bruno Germano, revelou que o segurança Vandinaldo Rocha do Nascimento, de 47 anos, conhecido como ‘Zuminho’, que preso por policiais sob a suspeita de matar a travesti Barbara Mendes, na noite do sábado (21), na Capital, teve relação sexual com a vítima antes de matá-la.  Ele foi preso no bairro de Mandacaru.
“Ele passou mais de uma hora com a travesti. Os dois tiveram uma relação sexual e quando ele a deixou atirou contra a vítima. O suspeito alega legítima defesa, mas não acreditamos já que ele [suspeito] e a vítima passaram quase duas horas juntos”, falou o delegado.
O delegado disse ainda que Vandinaldo Rocha vai responder pelo crime de homicídio qualificado – quando a vítima não te chance de defesa –  e será levado para a audiência de custódia nesta quarta-feira (25).
Durante entrevista a imprensa, a mãe da travesti disse que o suspeito a vítima mantinham um relacionamento amoroso há quase um ano. “As amigas da minha filha revelaram que ele era cliente fixo dela. A informação de que o relacionamento entre eles tinha tempo já. Não acredito em assalto, mas em ciúme”, falou.
O suspeito explicou que trabalha como taxista e como segurança. Quando passava pelo local, ele informou que duas travestis acenaram e ele parou acreditando que elas estavam solicitando uma corrida. “Eu pensei que eram duas mulheres, mas eram duas travestis. Botaram uma faca em mim e outra com uma arma na mão. Falaram ‘é um assalto’”, relatou o suspeito.
Segundo ele, as duas travestis pegaram a carteira dele e pediram mais dinheiro. Como ele disse que não tinha, elas foram abrir o cofre do carro. “Quando foi abrir o cofre, que tirou a atenção de mim, eu dei um só disparo. Peguei meu carro e fui embora. Agi em legítima defesa para não morrer. Eu acho que qualquer um faria isso”, disse.
Ele ainda disse que não era cliente e nem conhecia a travesti. “Sou casado, pai de quatro filhos. Bem casado há 17 anos”, afirmou.
Por outro lado, a polícia afirmou que testemunhas oculares deram outra versão. O delegado Bruno Germano contou que as testemunhas viram quando ele chegou, chamou Bárbara, até que discutiram e ele atirou nela.
Os declarantes ainda disseram que Vandinaldo já tinha saído outras vezes com a travesti.  O suspeito da morte disse que não havia se apresentado à polícia porque não viu reportagens sobre o caso e achou que a travesti não tinha morrido.
O delegado ouviu a versão de Vandinaldo e explicou que o homem confessou o crime, mas alegou em depoimento que foi vítima de assalto.
Entenda o caso
O suspeito de matar Bárbara Mendes foi preso na manhã desta terça-feira (24). Ela foi assassinada na noite de sábado (21), na rua Monsenhor Sabino Coelho, por trás do Fórum Criminal no Centro de João Pessoa, por volta das 21h.
A travesti trabalhava como garota de programa. Segundo a polícia, o suspeito atirou contra ela de dentro do carro. A vítima chegou a caminhar até o cruzamento com a Rua Desembargador José Peregrino, mas caiu em seguida.
Outras travestis e garotas de programa que estavam no local viram o crime e chegaram a acionar o socorro, mas a vítima não resistiu. Ainda segundo a Polícia Militar, as testemunhas contaram que a vítima estava fazendo um programa para o motorista do carro, mas não souberam informar quem era a pessoa.
AG1 com G1

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