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Paradoxo da Escolha: Os caminhos tortuosos de uma gestão

Gerir o bem público requer decisões firmes. Infelizmente, o Brasil não tem demonstrado cuidado com a República, ou seja, coisa do povo. Temos visto políticos tratarem tudo ao deus-dará ou “deus-tirará”. Os jornais, cada vez mais pessimistas, têm dificultado quaisquer prognósticos do futuro do país dada a insegurança que estamos presenciando no dia após dia;  seja no campo econômico, político e, agora, inclusive nas instâncias judiciais.
O caos não está só em Brasília. Pois, o que está acontecendo com a possibilidade de extinguir comarcas e zonas eleitorais nos municípios é reflexo das más escolhas e más gestões espalhadas por todo o país.
Toda essa situação tem obrigado a sociedade a ter um pensamento mais crítico sobre quem colocar no poder, a fim de evitar deslizes que toquem no bolso do cidadão e que não haja qualquer resultado concreto, prático e visível. Tudo será motivo para saber escolher os representantes nas eleições de 2018. O brasileiro tem buscado alguém de pulso firme, que coloque as prioridades sociais em primeiro lugar. Que honre com quem pagam os impostos e priorizem as necessidades coletivas ao invés do mero interesse partidário.
Trazendo esse assunto para a nossa realidade, vemos que Alagoa Grande está passando por um momento de insegurança política. A estratégia do gestor transparece ao povo uma sensação de desconforto, essencialmente, ao seu eleitorado, que fica confuso, querendo saber com quem o prefeito irá apoiar para as eleições de 2018.
Há uma real especulação, daquelas pessoas que vivenciam a política de Alagoa Grande, sobre a possibilidade de uma reaproximação política do grupo do prefeito Sobrinho com o grupo das oposições, que é comandado pelo Deputado João Bosco Carneiro Júnior. Com isso, evidencia-se uma saída em massa daquelas pessoas do governo que não concordam com a tão propagada união.
"Empurrar com a barriga" algo tão lógico, que já está na "boca do povo", e ficar protelando até chegar o ano que vem, para uma possível aproximação política com o grupo do deputado João Bosco Carneiro Júnior, será incorrer num tremendo risco político; e mais, podendo haver, nesse ínterim, um eminente desgaste do governo e a junção não vingar, dada essa complacente indecisão.
É bom ressaltar que, ainda que essa possibilidade se concretize, ambos os grupos terão que consultar suas bases eleitorais, mas acima de tudo: o povo! Que é quem deve decidir tudo; embora saibamos que, como em todo lugar, sempre existem aquelas lideranças ou pessoas que não concordam em se unir com adversários. Todavia, isso faz parte do exercício da democracia.
No que depender dos vereadores oposicionistas: Adauto, Fabiano Luz e Luiz Lucindo; e os vereadores "Sobrinzistas", Duca Chaves, Jaílton, Cláudio, Fabrício de Fortunato e do Presidente da Câmara Municipal Marcelo de Canafístula, o "martelo" já estaria "batido".
Infelizmente, o Prefeito Sobrinho têm demonstrado insegurança no meio desta postura de continuar aceitando esse "fogo amigo" que vem acontecendo entre sua administração e o governo, pois parece que são como óleo e água, não se unem nunca!
Outra importante observação a ser feita, ainda dentro dessa seara, é que Sobrinho precisa fazer funcionar a "máquina" (prefeitura) em algumas secretarias, pois existem alguns membros que talvez, por ter ciência dessa possível junção, esteja fazendo "corpo mole", trabalhando a passos de "tartaruga" numa visível intenção de desgastar o nome do prefeito.
É claro que Sobrinho já detectou onde e quem são esses atores, mas só irá resolver com uma reforma administrativa, o que poderá acontecer em breve (ou não), quando do novo desfecho político que está por vir.
O prefeito Sobrinho precisa tomar uma postura decisiva com urgência, não só para dar um basta a esse "jogo de empurra", mas para dar uma resposta ao povo alagoagrandense que já não sabe a quem recorrer em certas situações. O povo quer ver pronto o que lhe fora prometido, como o funcionamento em sua plenitude do Hospital Municipal, entre outras ações.
Como cidadão, é inegável que o apoio do governador Ricardo Coutinho e do deputado da região João Bosco Carneiro Júnior são de extrema importância para o crescimento da cidade. Por mais que queiramos evitar, essa tem sido a pauta das conversas políticas em Alagoa Grande e nós não podemos nos omitir de dar nossas opiniões a respeito daquilo que está acontecendo no dia-dia de nossa cidade.
Agora, não venham aqueles desavisados de plantão dizer que um ou outro está se oferecendo, pelo contrário, há sim, vários encontros do deputado Bosco Carneiro com o prefeito Sobrinho, quase que semanalmente, visando o soerguimento da cidade, principalmente da saúde que foi abandonada pelo gestor anterior.
Em se tratando de política, tudo pode acontecer, sabe-se que "onde há fumaça, há fogo". No momento, o que interessa é um posicionamento estável.
No mais, como dizia Fernando Sabino, "No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim". Continuaremos acompanhando os bastidores da política e repassando ao nosso público leitor, que a cada semana continua aumentando buscando se inteirar dos fatos políticos da cidade. É isso aí!
 
 
JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
DRT 4580/97
http://jornalistagildo.blogspot.com.br/

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