|

Brasil celebra 35 anos de morte de Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo:Video

No dia 10 completam-se 35 anos da morte de Jackson do Pandeiro e, para celebrar a memória do cantor e compositor, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro abrigará um festival em tributo a ele. A primeira edição do Festival Harmonia dedicará no dia 20 um show em tributo ao artista, com músicas suas interpretadas por nomes como LenineRoberta Sá, as instrumentistas do Trio Capitu e o grupo musical Carlos Malta & Pife Muderno, responsável pela base sonora da apresentação.

Há exatos 35 anos silenciavam a voz e o instrumento do artista que ganhou o apelido de Rei do Ritmo. Nascido em Alagoa Grande, na Paraíba, Jackson do Pandeiro trocou Campina Grande e João Pessoa pelo Recife, para crescer na carreira artística. No início dos anos 1950, veio a estreia na Rádio Jornal do Commercio e o que seria seu primeiro sucesso, o coco Sebastiana (aquele do "A, E, I, O U, Ypisilone"), composto por Rosil Cavalcanti, com quem Jackson fez dupla.

Na segunda-feira dia 10 de julho é o 35º aniversário da morte de José Gomes Filho, muito mais conhecido como Jackson do Pandeiro. O pseudônimo foi inspirado nas estrelas de cinema do anos 1940 – “todos se chamavam Jack”, contava Jackson e, claro, no inseparável instrumento, o pandeiro.

Entre 1953, quando gravou os compactos “Forró de Limoeiro” (Edgar Ferreira) e “Sebastiana” (Rosil Cavalcanti), e sua morte por embolia pulmonar e cerebral em 1982, em Brasília, acompanhado de seu Pandeiro Jackson criaria uma obra que lhe credenciaria como um dos grandes nomes da música brasileira.
Toda a geração de cantores apontam que alcunha de Rei do Ritmo vinha não apenas das irresistíveis levadas usadas por Jackson nas gravações de baião, baião e xaxado, mas sobretudo de sua habilidade única em encaixar ritmicamente letras nas músicas, e de alterar livremente esta divisão métrica em incríveis improvisos.

Não é por menos que Chico Buarque, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Paralamas do Sucesso e Lenine são alguns dos artistas brasileiros que, em algum momento da carreira, regravaram suas canções ou prestaram-lhe homenagem. 

Junto com o pernambucano Luiz Gonzaga, cantou a realidade do povo pobre do Nordeste e foi, nas décadas de 50 e 60 do século passado, um ídolo nacional.

No palco, tinha uma ginga toda especial, uma mistura de malandro carioca com nordestino. Ficou famoso pelas umbigadas que trocava com a parceira e esposa Almira. Jackson do Pandeiro merece toda nossas homenagens.

*Ney Vital- Jornalista

Compartilhe :

veja também

0 comentários Em: "Brasil celebra 35 anos de morte de Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo:Video"

Deixe um comentário!

Atenção: Não escreva pornografia ou ofensa pessoal.

Faça seu orçamento sem compromisso!
Faça parte desta campanha! Publicidade how to make gifs Publicidade how to make gifs Publicidade how to make gifs

últimas notícias