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Acusado de participação em chacina de familia na Espanha é investigado por estupro

Marvin Henriques Correia, acusado de ser partícipe na chacina da família brasileira em Pioz, na Espanha, é investigado por suspeita de estupro de vulnerável, em João Pessoa. A delegada da Infância e da Juventude, Joana D’arc Sampaio, informou nesta segunda-feira (24) que o jovem de 18 anos é suspeito de ter mantido relações sexuais com uma adolescente de 13 anos, com quem tinha um relacionamento amoroso.
O advogado de Marvin Henriques Correia, Sheyner Asfora, informou que não faz parte da defesa do jovem nesta investigação específica. O pai de Marvin, Percival Henriques, disse que ainda está tentando entender a situação, pois ainda não foi oficialmente informado.
A delegada Joana D’arc Sampaio, responsável pela investigação, explicou ao G1 que o registro foi feito pela mãe da adolescente na quarta-feira (19). Segundo a delegada, a mãe flagrou a filha fazendo sexo com o suspeito dentro de um carro no bairro de Tambauzinho. No depoimento prestado na delegacia, a adolescente afirmou que o sexo foi consensual, mas a delegada explica que a lei prevê como estupro a prática sexual com menores de 14 anos.
“No seu depoimento, a adolescente contou que mantinha um relacionamento amoroso com o suspeito e que aquela relação flagrada pela mãe seria a terceira do casal. A adolescente foi submetida a todos os exames necessários à investigação e passou pelo procedimento preventivo no Instituto Cândida Vargas”, explicou a delegada.
A denúncia foi realizada na Delegacia da Mulher na quarta-feira, mas somente na sexta-feira (21) foi repassada para a Delegacia da Infância e da Juventude. Marvin Henriques Correia ainda não prestou depoimento, mas, segundo Joana D’arc Sampaio, deve ser intimado a prestar esclarecimentos à polícia. “A mãe não prestou depoimento, então devo ouvi-la também. É preciso aguardar também os resultados dos exames feitos na adolescente”, acrescentou.
Ainda de acordo com depoimento prestado pela adolescente, segundo a delegada que comanda o inquérito, ela não citou que tinha conhecimento do envolvimento do suspeito no caso da chacina da Espanha. “Ela não contou à delegada que sabia do envolvimento dele no caso da Espanha. Mas confessou que ele era seu ‘ficante’, que os dois mantinham um relacionamento”, concluiu.
O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, prevê uma pena de oito a 15 anos de prisão.
Marvin Correia (esquerda) se tornou réu por suspeita de ter ajudado o amigo Patrick Nogueira (direita) a matar o tio Marcos Campos (Foto: Reprodução/Twitter/Arquivo)
Marvin Correia (esquerda) se tornou réu por suspeita de ter ajudado o amigo Patrick Nogueira (direita) a matar o tio Marcos Campos (Foto: Reprodução/Twitter/Arquivo)
Acusado de participação em chacina
Marvin Correia foi preso pela Polícia Civil no dia 28 de outubro de 2016. De acordo com a polícia, Marvin manteve um conversa e troca de fotos via Whatsapp com Patrick Gouveia, sobrinho de Marcos Campos e réu confesso da chacina na Espanha. O jovem foi indiciado pela Polícia Civil da Paraíba como partícipe na morte de Marcos Campos Nogueira, a última vítima da chacina.
O delegado Reinaldo Nóbrega disse que o inquérito foi concluído no dia 7 de novembro. Ele entende que Marvin “incentivou” o crime. No dia 30 de novembro, Marvin Correia foi liberado para responder ao processo em liberdade cumprindo medidas cautelares, como usar tornozeleira eletrônica, ficar recolhido em casa todos os dias das 22h às 6h (horário local).
G1PB

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