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IMAGENS FORTES! Secretaria de Justiça de Roraima revisa para 31 número de mortos em presídio

A Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima informou há pouco, por meio de nota, que o massacre ocorrido na madrugada desta sexta-feira (6) na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior do estado, deixou 31 mortos. Mais cedo, a secretaria havia informado que era de 33 o número de vítimas. Segundo a nota, a revisão ocorreu após o trabalho da perícia.

De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania, 22 corpos já foram periciados e quatro identificados e liberados para as famílias.

As mortes em Roraima ocorrem na mesma semana em que 60 presos foram assassinados em estabelecimentos prisionais do Amazonas e um dia após o governo federal lançar o Plano Nacional de Segurança Pública para tentar reduzir o número de homicídios dolosos e feminicídios, além de promover o combate integrado à criminalidade transnacional e a racionalização e modernização do sistema penitenciário.

No início da tarde, também por meio de nota, o presidente Michel Temer lamentou o episódio, se solidarizou com a população do estado e colocou "todos os meios federais à disposição" da governadora Suely Campos, de modo a auxiliar as ações de segurança pública

Conforme comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto, em conversa por telefone com Temer, a governadora disse que a situação no presídio estava sob controle e que, "naquele momento", não seria necessária a presença federal no estado.

Guerra de facções deixa 33 mortos em presídio em Roraima


Logo após o massacre no complexo penitenciário Anísio Jobim do Amazonas, a capital de Roraima, Boa Vista, registra 33 mortos na Penitenciária Agrícola de Boa Vista (Pamc). A maioria das vítimas foi decapitada, teve o coração arrancado ou foi desmembrada. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso as alas.

O número de mortos foi confirmado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) em nota, que informou que Agentes do Bope (Batalhão de Operações especiais da Polícia Militar) estão no local para conter a situação.


Em entrevista a uma rádio local, o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, disse acreditar que os crimes tenham sido cometidos por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). "Não existem facções de outras organizações criminosas no local (além do PCC)", afirmou Castro Júnior.

Ele falou também que tem um projeto para abrir mais de mil vagas neste ano no sistema prisional.

Penitenciária Agrícola de Monte Cristo
Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Foto: Reprodução)
 
Este é o terceiro maior massacre em presídios, em número de mortes, na história do Brasil, atrás apenas do ocorrido no Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos e de Manaus onde foram mortos 60 presos esta semana.

Os detentos quebraram os cadeados e invadiram a Ala 5, cozinha e cadeião onde ficavam os presos de menor periculosidade. De acordo com informações de agentes penitenciários, não houve fugas.

Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes penitenciários do Grupo de Intervenção Tática (GIT) entraram na unidade, que hoje abriga 1.200 presos, o dobro da capacidade. Na manhã desta sexta-feira, 5, equipes do Instituto Médico Legal (IML) foram à penitenciária para fazer a remoção dos corpos.

Briga

Em outubro, na mesma penitenciária, uma rebelião provocada por briga entre o Comando Vermelho (CV) e o PCC deixou pelo menos 10 presos mortos. Três das vítimas teriam sido decapitadas, e sete teriam tido os corpos queimados em uma grande fogueira no pátio da unidade.

Todos os mortos seriam integrantes da facção Comando Vermelho, que domina cerca de 10% do presídio. Os outros 90% são controlados pelo grupo rival Primeiro Comando da Capital.

Até junho passado, PCC e CV eram aliados na disputa pelo controle do tráfico na fronteira com o Paraguai.

Retaliação

Nesta sexta-feira, o Estado informou que a Polícia Civil de São Paulo investiga se o Primeiro Comando da Capital (PCC) já teria repassado a “ordem” para que bandidos aliados se mobilizem para se vingar da facção criminosa Família do Norte (FDN), que matou 60 presos em penitenciárias do Amazonas.

O ponto de partida para a investigação é uma carta supostamente assinada pelo Comando Regional Norte do PCC, que circula em grupos de WhatsApp. Em um dos trechos, diz-se que “essa dita facção FDN será dizimada da face da terra”. Para isso, afirmam que contam com o apoio de bandidos do exterior e até de facções rivais.

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Fotos: Divulgação

Estadão

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