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Caso Porsche: TV Record repercute morte de agente da Leia Seca em cadeia nacional; veja

Apresentado pelo jornalista Marcelo Rezende, o programa Cidade Alerta, na TV Record, repercutiu, na noite desta quarta-feira (25), em cadeia nacional, o atropelamento e morte do agente da operação Lei Seca do Detran-PB, Diogo Nascimento, 34 anos, ocorrida no último final de semana, no bairro do Bessa, em João Pessoa.

A reportagem contou detalhes do atropelamento de lembrou que o estudante Rodolpho Carlos, 24 anos, condutor do veículo que atropelou e matou Diogo Nascimento, encontra-se em liberdade por decisão da Justiça paraibana.

“Rodolpho Carlos, herdeiro de um dos maiores produtores de café torrado do País, é acusado de atropelar e matar um agente de trânsito ao se recusar parar em uma blitz da Lei Seca. Ele estava dirigindo um carro de luxo e fugiu sem prestar socorro. A polícia chegou ao motorista porque a placa do veículo caiu no local do acidente”, destaca a reportagem exibida pela TV Record.

“Diogo, de 34 anos, era agente de trânsito e chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. Após a morte da vítima, o empresário chegou a se apresentar à Delegacia de Homicídios, mas saiu pela porta da frente e vai responder pelo crime em liberdade”, acrescenta a matéria.
Veja abaixo a reportagem completa exibida no programa Cidade Alerta:

Relembre o caso
Na madrugada do último sábado (21), Rodolpho Carlos atropelou o agente de trânsito Diogo Nascimento de Souza. Após sair de um bar e ser parado na blitz de trânsito, testemunhas disseram que ele acelerou seu carro, um Porsche avaliado em R$ 500 mil, atropelou a vítima e deixou o local sem prestar socorro. Diogo chegou a ser levado com vida para o hospital, mas morreu um dia depois.
Nas primeiras horas do sábado, a juíza plantonista Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, do 1º Juizado Especial Misto de Mangabeira, decretou um mandado de prisão temporária alegando “medida de extrema relevância para elucidação dos fatos criminosos e apuração de sua participação no crime ora em apuração”.
A magistrada destacou em sua decisão que “o acusado evadiu-se do local do crime sem prestar socorro à vítima, demonstrando a intenção de furtar-se a sua responsabilidade penal pelos fatos praticados”.
Na madrugada de sábado para domingo (22), contudo, o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, do Tribunal de Justiça da Paraíba, atendeu a um habeas corpus impetrado pela do advogado de Rodolpho e, antes mesmo de o jovem ser preso, emitiu um salvo-conduto “para que o paciente não venha a ser preso em decorrência da prisão temporária”.
O desembargador alegou em sua decisão “não existir justa causa a justificar o cerceamento do direito de locomoção”, a não ser que “fatos novos” justifiquem a “medida extrema”.
Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva é herdeiro do Grupo São Braz, a maior empresa alimentícia do Estado. A família também é proprietária da Rede Paraíba de Comunicação, afiliada da TV Globo.
O grupo é comandado pelo empresário José Carlos da Silva Júnior, que já foi vice-governador da Paraíba (1983-86) e primeiro suplente de senador pelo PMDB, entre 1995 e 2003, assumindo o cargo em duas ocasiões, por um breve período, em 1996 e 1999.

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