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Brasil piora três posições no ranking de corrupção da Transparência Internacional

O Brasil é o 79º colocado em ranking sobre a percepção de corrupção no mundo em 2016, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pela Transparência Internacional, que analisa 176 países. O índice brasileiro foi de 40 pontos, dois a mais que o registrado em 2015, mas pior na comparação entre países. Naquele ano, o país ficou no 76º lugar.

Como a margem de erro é de 4,3 pontos percentuais, a variação brasileira aponta uma estabilidade da percepção sobre a corrupção, de acordo com avaliação da entidade. O país perdeu posições porque outras nações ganharam mais pontos no mesmo período.

O caso brasileiro foi citado no texto principal de divulgação do relatório, anunciado em Berlim, na Alemanha. Os especialistas apontam “queda significativa” do índice no país nos últimos cinco anos, atribuída “à revelação de sucessivos escândalos de corrupção envolvendo políticos e empresários de primeiro escalão”.

No mesmo relatório, a Transparência destaca, entretanto, que “o país demonstrou, por meio do trabalho independente dos organismos encarregados de aplicar a lei, ser possível exigir que sejam responsabilizadas pessoas que antes se consideravam intocáveis”, numa referência à Lava-Jato.

Em dezembro do ano passado, a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná foi escolhida para receber o Prêmio Anticorrupção 2016 da Transparência Internacional.

— O Brasil está em uma encruzilhada: de um lado manda sinais que chocam o mundo com a dimensão e extensão de escândalos; de outro, impressiona pela resposta dada ao problema e mostra que está levando a sério, como poucos, o combate à corrupção — avalia o representante da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão.

A construção do índice leva em conta outros 13 levantamentos relacionados a corrupção produzidos por organizações como o Banco Mundial, World Justice Project e Global Insight.

Brandão lembra que no último ano o Brasil passou a imagem de “exportador de corrupção”, em especial na América Latina, “onde construtoras fizeram negócios sujos em países pobres, com a ajuda do BNDES e de figuras como o ex-presidente Lula”, segundo ele. Ele criticou a “falta de liderança” do atual governo em relação à agenda de combate à corrupção.

— Vemos silêncio completo e nenhuma política para lidar com o tema. Quem assumiu a dianteira do debate é o MPF, tanto no combate à corrupção como na proposta de políticas públicas — disse, citando a campanha “10 medidas” lançadas pelo MPF e rejeitada pela Câmara dos Deputados.

EXCLUSÃO SOCIAL

No relatório divulgado nesta quarta-feira, a direção da Transparência Internacional destaca que casos de corrupção envolvendo empresas como Petrobras e Odebrecht “mostram como o conluio entre empresas e políticos tira dos cofre públicos bilhões de dólares desviados para beneficiar poucos, à custa da maioria”.


Para a entidade, “esse tipo de corrupção em grande escala e sistêmica resulta em violações de direitos humanos, freia o desenvolvimento sustentável e favorece a exclusão social”.

A Dinamarca ficou em 1º lugar, empatada com a Nova Zelândia, como países em que a população tem menor percepção de que seus servidores públicos e políticos são corruptos. As nações mais transparentes registraram um índice de 90 — a escala vai de 0 (extremamente corrupto) a 100 (muito transparente).

O Brasil divide a 79ª posição com mais três nações: China, Índia e Belarus. A tabela de honestidade na América do Sul tem o Uruguai como o país mais transparente no 21º, com índice de 71 pontos. O país mais corrupto é a Venezuela, com índice 17, na 166ª posição. Com informações do O Globo.

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